Já reparou que a maior parte do tempo andamos em piloto automático? Fazemos as coisas só porque sim, porque têm de ser, porque é assim que todos fazem… E aquela vontade de fazermos algo diferente, inusitado, vai caindo no esquecimento.

A verdade é que a sociedade vai-nos incutindo este conceito de politicamente correto, desde muito cedo. Há uns tempos atrás, enquanto lia uma história infantil à minha filha, percebi isso claramente. A história em questão era a história dos 3 porquinhos, que fala precisamente de 3 irmãos porquinhos que constroem as suas casas. Cada um construiu uma casa à sua maneira: uma de palha, outra de madeira e, por fim uma casa de tijolo. No final da história e após o ataque do lobo mau, só a casa de tijolo permanece em pé, dando a ideia de que quem não fizer uma casa de tijolo, não sobreviverá. Parece que só quem segue as regras do politicamente correto é que tem sorte. Parece que só estamos seguros na casa de tijolo, mas eu pergunto: e estaremos felizes?

É claro que acabei de ler a história à minha filha, afinal de contas, não passa de uma história infantil. Além disso, eu não sou contra quem trabalha duro para ter a sua segurança, acho até um conceito que todos devemos ter em mente. Mas será que às vezes não devíamos aliviar essa pressão? Para nosso próprio bem, para bem da nossa sanidade mental, não deveríamos fugir à regra e dormir numa casa de palha, só porque sim, só para sentir que estamos vivos, mesmo correndo o risco que o lobo mau apareça?

Não defendo aquela ideia de que a vida deve ser só “amor e uma cabana”, mas acho que seríamos muito mais felizes se, às vezes, só por um bocadinho, nos permitíssemos fazer uma loucura. Deixar o piloto automático e fazer algo diferente, algo que sempre tivemos vontade, mas nunca tivemos coragem, algo fora da caixa, que nos coloque em êxtase, que nos dê aquele friozinho na barriga.

Já imaginou o que seria se a mãe do Cristiano Ronaldo tivesse decidido jogar pelo seguro e não tivesse autorizado o seu filho a ir jogar futebol para Lisboa? Sim, já imaginou o jogador que se teria perdido se esta mãe optasse por cumprir as regras do politicamente correto?

Na maioria das vezes, a felicidade está escondida atrás do risco e, tal como diz o ditado, quem não arrisca, não petisca. Por isso de vez em quando, atreva-se a arriscar, atreva-se a ser feliz. Afinal de contas, ainda é o sonho que comanda a vida.

Categories: Coaching

1 Comment

Maria · February 22, 2018 at 3:35 pm

Sinto dizer que no Equilibrio entre a mente e o coracao esta a Paz que procuramos … a felicidade e sempre a nossa creacao energetica estar alinhada com o nosso vortex de Luz senti dizer adorei o que escreves muita Luz no teu Nosso caminho

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